Comparando as Evidências de César e de Jesus

Júlio César Existiu?

'Jesus foi mais documentado que qualquer outra pessoa da antiguidade'?
Não acredite nisso!

Jesus Never Existed –  Imaginary Friend


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Kenneth Humphreys


06.01.15

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Divus Iulius!

Um JC Real

Júlio César – era homem de 100-44 aC, depois disso virou deus.

100 anos antes do suposto nascimento de Jesus outro homem-deus nasceu: Caio Júlio César.

Assassinado no auge de seu poder, César foi elevado à categoria de deus depois de sua morte.

 

 

 

 

 

 

O Seminário de Jesus

O Incrível Messias que Desaparece


Ocorrido pela primeira vez em março de 1985, o Seminário de Jesus reuniu periodicamente dezenas de estudiosos universitários e especialistas do evangelho que representam todas as tonalidades da fé cristã, além de alguns judeus e ateus.

Em seu estudo inicial, os estudiosos coletaram mais de 1.500 versões de aproximadamente 500 parábolas, aforismos, diálogos e histórias de Jesus escritas durante os primeiros 300 anos do cristianismo.

Após 6 anos de debate e reflexão o consenso foi de que 82% das palavras atribuídas a Jesus eram falsas.

Na segunda fase, entre 1991 e 1996, o Seminário de Jesus analisou 387 versões de 176 'eventos de Jesus'. Sua conclusão: 84% das atividades atribuídas a Jesus eram falsas.

 

 

 

Em contraste, as palavras e atos de César foram totalmente documentados por várias testemunhas.

 

 

 

 

 

 

Cartas Existentes –

De César a Balbo; a Ópio; a Cícero.

De Cícero a César; a Basílio; a Ático; a Mátio; aos membros da própria família de Cícero.

De Salústio a César.

 

 

 

 

 

 

13 de julho de 100 aC. César nasceu em Roma da esposa de um pretor, um dos seis principais oficiais da lei da cidade.

87 Com 13 anos César torna-se sacerdote de Júpiter (Flamen Dialis). Seu pai morre dois anos depois.

84 César se casa com Cornélia, filha de Cornélio Cina, um ex-cônsul e aliado de Caio Mário, líder dos populares (Partido Popular). Cornélia é a mãe de sua única filha legítima, Julia.

81 Preso aos 19 anos e sob a suspeita do ditador Lúcio Sula, líder dos optimates (o partido senatorial), César foge de Roma e entra no exército.

80-78 César é um oficial de equipe na Ásia. Boatos sugerem uma relação homossexual com Nicomedes, o rei da Bitínia.

75 César é capturado por piratas cilícios e preso por 38 dias. Após ser solto, ele retorna com vigor e os crucifica.

73 Eleito pontifex, sacerdote sênior do estado.

69 A esposa de César, Cornélia, morre.

67 Casa-se com Pompeia, neta do ditador Sila.

65 Eleito Aedile, um dos quatro supervisores de templos, mercados, festas e jogos.

63 Com 37 anos, César emprega suborno para alcançar o cargo eletivo de Pontifex Maximus (sumo sacerdote), ganhando uma residência oficial em Roma.

Júlio César com as vestes de Pontifex Maximus em denário de 63 aC.

 


62 César divorcia Pompeia em um escândalo relativo à violação dos ritos secretos de Bona Dea.

61 César é nomeado Governador da Hispânia Ulterior com o posto de pretor. Na Hispânia, ele descobre que a guerra pode ser muito rentável politicamente e financeiramente.

 

Herói Conquistador

César como Imperator (general) e pater patriae (pai de seu país).


60 César junta-se a Pompeu e Crasso no Primeiro Triunvirato e institui reformas terrestres e fiscais. Sua filha Julia se casa com Pompeu.


59 César torna-se cônsul. Ele se casa com Calpúrnia da poderosa família Piso. Em seguida, ele ganha o governo da Gália Cisalpina e Transalpina e da Ilíria e o comando de 4 legiões.


58-51 César combate na Gália e derrota Vercingetórix. César atravessa o Reno e derrota tribos germânicas.


O relato do próprio César desta guerra, De Bello Gallico, sobreviveu até hoje.

 

 

55-54 César invade a Grã-Bretanha.

54 Julia, filha de César e esposa de Pompeu morre, quebrando a aliança pessoal entre os dois homens.


53 Crasso é morto na frente persa, terminando assim o Triunvirato.


52 Clódio, implicado com a ex-mulher de César, Pompeia, 10 anos antes, é assassinado.


50 A maioria do senado, liderada por Cato e pelos 'Optimates', acusa César de traição.


49 César cruza o Rubicão, provocando uma guerra civil entre ele e Pompeu.

 

O relato do próprio César desta guerra também sobreviveu até hoje: De Bello Civili.

 

48 Pompeu é derrotado em Farsália e é assassinado no Egito. César relaciona-se com Cleópatra e pacifica Ponto ("Veni, vidi, vici"). Voltando a Roma, sua ditadura é estabelecida mas ele perdoa todos os seus inimigos..


45 Derrota final dos filhos de Pompeu na África e Espanha. César é declarado ditador vitalício e começa reformas.

44 Ides de março. César é assassinado. Antônio faz um discurso no funeral de César.


"Do que serviu, ó César, a sua humanidade, do que serviu a sua inviolabilidade, do que serviram as leis? Não, embora você fez muitas leis proibindo que os homens fossem mortos por seus inimigos pessoais, como você foi impiedosamente morto por seus amigos! "

 

Antônio de luto na moeda.

 

Julho de 44. Nos jogos funerais de César um grande cometa aparece no céu durante 7 dias - um claro sinal da ascensão de César para o céu.

 

 

Antônio compartilha um denário com o César morto

 

Janeiro de 42. O Senado nomeia César 'Divus Julius "(Divino Júlio), confirmando-o oficialmente como um deus do povo romano.

44-29. Otaviano, filho adotivo de César, vinga a morte de César e assassina o filho de César com Cleópatra, Ptolomeu Cesário.

 

 

A vida de César, estadista romano e conquistador, pode ter inspirado alguns aspectos do mito de Cristo.

 

Uma escola de pensamento é que a lenda de Jesus foi uma fraude oficial para pacificar os judeus.

Ou será que a história de Jesus é apenas a história de César re-escrita?

 

* Tenha cuidado – Se você tentar o suficiente, você pode encontrar 12 coisas em comum entre quaisquer duas figuras. César usava sandálias, Jesus usava sandálias ...

 

 

A Analogia do Rubicão

Richard Carrier compara a travessia do Rubicão por César com a historinha da Ressurreição.

(para outro site)

 

 

Ao contrário do mítico Jesus Cristo, sabemos como era a aparência de César e temos uma história completa da sua vida. Foi general, orador, historiador, estadista e legislador. Nós temos palavras escritas por ele mesmo e palavras escritas tanto por seus amigos quanto por seus inimigos. Artefatos confirmam sua vida e sua morte, assim como de seus sucessores. César estabeleceu um estilo de governo – e um calendário – que resistiu por séculos.


As evidências que confirmam a existência de César são inumeráveis – em completo contraste com a escassez absoluta de evidências que Jesus existiu!

 

César: Imagens de sua vida

 

Um retrato pouco lisonjeiro de César encontrado perto de Túscia, esculpido durante a vida dele. Retratos posteriores invariavelmente mostravam César usando uma coroa de louros – para ocultar seus poucos cabelos.

Júlio César em denário de fevereiro/março de 44 aC.

César é proclamado 'ditador perpétuo' com a idade de 55 anos.
Os símbolos no outro lado da moeda representam diferentes aspectos do poder de César e seu programa político.

 

Imagens contemporâneas de Jesus? Nenhuma!

Não só não foi feita nenhuma imagem de Jesus durante sua vida, como também não há sequer uma palavra que descreve o homem-deus em todo o Novo Testament

A mais antiga iconografia cristã era simplesmente cópias de representações tradicionais do deus Apolo. Ao longo dos séculos, a imagem de Jesus foi adaptada e modificada para refletir os gostos (e muitas vezes a aparência) dos poderes humanos.

 

< Reconhece este jovem barbeado? É uma visão Copta de Jesus do século VI/VII..

 

Uma imagem de Jesus da mesma época, da igreja síria>

 

 

A Fantasia Encontra a Realidade

"... mais evidência da existência de Jesus do que de qualquer outra pessoa ..."

Vamos nos lembrar: O Lendário Jesus Cristo fez algumas coisas muito notáveis. Seu 'ministério' foi bastante público. Muitos de seus truques não tiveram nenhum valor particular (amaldiçoar uma figueira?); alguns teriam tido consequências desastrosas para terceiros inocentes (você se lembra daqueles 2.000 porcos suicidas nos quais ele mandou demônios entrarem? Certamente aquilo não arruinou a vida de alguém?).

Mas, certamente, com esses "milagres" ele convenceu seus discípulos e a multidão que ele era o Messias, certo? Transformar um jarro de água em vinho pode ter sido trivial, mas ressuscitar a si mesmo não foi um truquezinho qualquer.

Mas, se quisermos "acreditar" que estas histórias relatam eventos verdadeiros, qual deve ser nosso critério para aceitá-las? Com base em que devemos aceitar essas histórias como "fato" em vez de fantasia?

 

Um registro completo de todas as coisas que Jesus nunca disse, todos os lugares em que ele nunca andou, e todos os milagres que ele nunca fez.

"Nenhuma Evidência da Não-Existência" – A Lógica Distorcida

Com uma lógica estranhamente distorcida e negativa, os apologistas cristãos declaram que não há "nenhuma evidência" para a não-existência do seu homem-deus, como se fosse completamente natural acreditar nas histórias mais fantásticas, ilógicas e sem fundamento a menos que houvesse prova em contrário. Se essa postura tivesse qualquer sentido, por que parar com Jesus? Por que não acreditar em Zeus, leprechauns e a fada dos dentes?

A atitude favorita dos Servos do Senhor é dar um bocejo, murmurar "esse papinho de novo" e impacientemente declarar que a não existência de Jesus é uma heresia racionalista do século 19 abandonada há muito tempo por "evidências sólidas".

A alegação costumeira de que "há mais evidências para a existência de Jesus do que para qualquer outra pessoa de sua época" é seguida por um amontoado de fontes antigas, como se uma lista grande o suficiente pudesse esconder o fato de que NÃO HÁ UMA ÚNICA FONTE JÁ CITADA DA ÉPOCA DO HOMEM-DEUS.

Antigos escritores não-cristãos, incluindo os favoritos dos apologistas - Josefo, Suetônio, Plínio e Tácito - são discutidos aqui.

Mas pisando em torno da cortina de fumaça lançada pelas evidências que os primeiros cristãos certamente existiram (e tinham crenças as mais variadas!), será que a evidência para muitos dos maiores heróis e vilões da história realmente é tão tênue?

 

 

César: Em Suas Próprias Palavras – notável

César foi testemunha ocular de muitos dos eventos que ele descreve em seus comentários. Ele não escreveu para a posteridade, mas para ter um impacto imediato sobre os membros do poder em Roma, à medida que ele planejava para avançar em sua própria carreira.

O tempo decorrido entre as guerras e os próprios escritos de César era questão de meses ou, no máximo, de alguns anos.

As obras de César(outro site).

 

Jesus: Em Suas Próprias Palavras – Nada

Em contraste, o tempo decorrido entre os supostos eventos que os Evangelhos descrevem e a época em que eles foram escritos é de pelo menos 40 anos para 'Marcos' e 60-70 anos para os outros três Evangelhos.

E quem é que foi testemunha do fabuloso nascimento, 30 e poucos anos antes da grande final?

No entendimento mais generoso, "Lucas" e "Mateus" estavam escrevendo depoimentos baseados em rumores um século depois que anjos, pastores e reis magos supostamente apareceram.

A verdade nua e crua é os relatos dos Evangelhos não foram escritos por testemunhas oculares de nada, mas por imaginadores de histórias.

Por uma boa razão, apenas com base na proximidade de lugar e de tempo, os historiadores dão mais crédito aos comentários de César do que aos evangelhos, não importa o quão numerosamente foram copiados.

 

Testemunhas Oculares da Época de César

 

Cicero

Discursos e Cartas fornecem evidências de uma testemunha ocular de César

Marco Túlio Cícero (106-43 aC) foi quase um contemporâneo exato de Júlio César.

Na luta de César com Pompeu, Cícero, governador da Cilícia, ficou do lado de Pompeu, mas foi posteriormente perdoado por César.

Em março de 44 aC Cícero foi testemunha do assassinato de César, apesar de não ter feito parte da conspiração.

Após o assassinato, Cícero fez uma série de discursos conhecida como "Filípicas", apelando ao Senado que apoiasse Otaviano contra Marco Antônio. A "Segunda Filípicas " de Cícero foi um elogio à conquista da Gália por César.

Infelizmente para Cícero, Otaviano reaproximou-se temporariamente de Antônio, que então ordenou o assassinato de Cícero.

Entre cerca de 900 cartas preservadas de/para Cícero estão correspondências sobre César ou para ele.

"... se César perder sua cabeça não importa, Pompeu sente apenas o mais profundo desprezo por ele, confiando na sua própria tropa e nas do Estado ..."

- Cícero para Ático, 7.8, 50 aC.

 

 

 

 


Salústio

Caio Salústio (86-34 aC), governador de província e apoiador de César. Seu testemunho está na história "Bellum Catalinae".

Nepos

Cornélio Nepos (c100-24): "Vida de Ático".

Catulo

Caio Valério Catulo (c84-54 aC): "Carmina".

Asínio Polião

Caio Asínio Polião (76 aC-4 dC) era um aliado de César e fundador da primeira biblioteca pública em Roma. Ele foi uma fonte usada por Plutarco.

Virgílio

Virgílio (70aC-17dC): "Eneida"..

Ovídio

Ovídio Naso (43aC-17dC): "Metamorfoses".

Testemunhas Quase Contemporâneas


Patérculo

Veleio Patérculo (c19 aC-32 dC): "História Romana".

Lucano

Lucano (Marco Aneu Lucano, 39-65 dC) seguiu o exemplo de seu avô, Sêneca o Velho – um jovem contemporâneo de César – que mais tarde escreveu uma história de Roma.

Lucano escreveu seu próprio Farsália cerca de um século depois da guerra civil que narra, utilizando o trabalho de Sêneca como uma fonte de uma testemunha ocular.

Plutarco

Plutarco de Queroneia (45-120 dC) foi um filósofo, historiador e biógrafo grego (e sacerdote de Delfos). Ele escreveu seu Vidas Paralelas (compilando as biografias de homens ilustres gregos e romanos) durante os reinados de Trajano e Adriano. Ele descreve em detalhes a vida e o assassinato de Júlio César (assim como Marco Bruto e Marco Antônio).

Apiano

Apiano de Alexandria (c.95-165 dC): Guerras Civis.

Suetônio

O mais famoso biógrafo de César, Tranquilo Suetônio, escreveu seu Vidas dos Doze Césares, durante o reinado do imperador Adriano (117-138).

Suetônio era encarregado dos arquivos imperiais e por isso tinha acesso a algumas das melhores informações possíveis.

 

 

Et tu Jesus?

Não há nada de intrinsecamente improvável num rabino radical do século I chamado Jesus. E qualquer figura que surgiu como sábio ou adivinho na antiga Palestina dificilmente teria deixado muitas provas de sua existência.

Mas enquanto se pode considerar, talvez, alguns relatos de epítetos de sabedoria de tal guru, ainda seria extremamente duvidoso que quaisquer palavras a ele atribuídas foram mesmo ditas por ele, quaisquer que sejam as alegações feitas hoje sobre a "transmissão oral."

Assim, por exemplo, podemos aceitar o relato de Josefo (nossa única fonte) que um Jesus ben Ananias causou inquietação em Jerusalém com uma ladainha apocalíptica incessante de 'Ai da cidade', mas podemos suspeitar que Josefo está usando licença poética quando ele relata que este Jesus em particular dizia: "Uma voz do Oriente, uma voz do Ocidente, uma voz dos quatro ventos, uma voz contra Jerusalém e a casa do santuário, uma voz contra os noivos e as noivas, e uma voz contra todo o povo ". (Josefo, Guerras 6: 3).

Levando em conta que as línguas antigas não tinham nenhum símbolo para aspas e não faziam distinção entre uma reprodução da fala de alguém e uma paráfrase, Josefo pode muito bem estar fornecendo uma paráfrase aproximada. Ele estava presente em Jerusalém na época (62 dC) e escreveu sua história dentro de cerca de uma década do evento.

Não só Josefo foi uma testemunha ocular de muitos dos acontecimentos que ele descreveu, como também ele tinha acesso aos arquivos imperiais romanos e comentários militares, o hypomnemata. Josefo também pode ser verificado em relação aos dados arqueológicos, e, não obstante o exagero ocasional, o que ele escreve é geralmente confirmado.

 

Uma Testemunha Falsa

Temos uma enorme quantidade de diálogos de Jesus. Nada de particularmente novo ou original é colocado em sua boca, embora muita coisa seja contraditória ou obscura. Nada disso vem de fontes confiáveis..

O Evangelho de Tomé (encontrado em uma tradução copta em Nag Hammadi e em fragmentos gregos em Oxirronco), por exemplo, apresenta 114 frases "secretas" de Jesus, muitas das quais são citações reformuladas de escrituras judaicas e mais de metade se assemelham a diálogos que aparecem no Novo Testamento. Outras são simplesmente ridículas:

"Frase 7: Jesus disse: '. Bem-aventurado é o leão que o homem come para que o leão se torne um homem. Mas maldito é o homem que o leão come para que o homem se torne um leão!'"

"Frase 114: Simão Pedro disse-lhes: "Que Maria saia de nós, pois as mulheres não são dignas da vida." Jesus disse:" Eu mesmo vou guiá-la, a fim de torná-la homem, para que ela também possa tornar-se um espírito vivo, semelhante a vós homens. Pois toda mulher que se tornar homem entrará no reino dos céus."

 

Cristãos comuns, claro, não ficam muito felizes com o "5º Evangelho" e questionam sua "confiabilidade". As palavras não estão (ainda?) embutidas em histórias narradas para dar-lhes uma aparência de realidade histórica e não há milagres mencionados. "Ensinamentos falsos, inventados pelos gnósticos", eles dizem.

Mas será que epítetos de sabedoria popular misturados com uma série de "incidentes" e "encontros" – com um bom milagre jogado no meio – torna uma fraude menos fraudulenta? Jesus supostamente falava em aramaico, mas os evangelhos foram escritos em grego. Tradução literal de uma língua para outra, inevitavelmente, dá inúmeros problemas. Não é de surpreender que os estudiosos do Seminário de Jesus consideraram mais de oitenta por cento das palavras do homem-deus como invenção.

 

Quem Diz?

Quem teria escrito alguma coisa sobre "Jesus de Nazaré" antes de ele ter se tornado um líder espiritual fidedigno? No entanto, Lucas (2.48,49) cita o homem-deus com 12 anos de idade, no "incidente do templo".

Ok, então vamos admitir que, depois que seu filho ficou famoso, Maria tornou-se uma mamãe orgulhosa, cheia de histórias sobre seu filhinho ilustre... Talvez ela até ficava contando a história da viagem a Belém ou ao Egito.

Maria, porém, não poderia estar em todos os lugares. Mateus 3 relata o diálogo entre o homem-deus e João Batista (incluindo até uma voz do céu!) no deserto da Judéia. Somente quando o Batista foi preso é que JC escolheu seus discípulos, portanto eles não poderiam ter estado presentes também. Então de onde é que esta história saiu, a não ser da mente fértil de quem escreveu o evangelho?

Ok, vamos admitir que pessoas desconhecidas estavam ali, viram o que aconteceu e foram correndo espalhar a história... Assim, nós teríamos que confiar em tais boatos de novo e de novo: a conversa de JC com Nicodemos na calada da noite, sua conversa com a mulher samaritana quando os discípulos tinham saído para fazer compras, etc., etc.

Mas ainda estaríamos num beco sem saída. Em diversas ocasiões, os escritores do evangelho relatam com detalhes conversas de Jesus quando nem eles nem quaisquer outros seres humanos estavam presentes.

Como alguém teria a menor idéia do que Jesus dizia quando ele estava sozinho? Por exemplo, o capítulo 17 do Evangelho de João é inteiramente composto de um monólogo de Jesus (que estava sozinho) ao próprio Deus.

Mateus (4.3,10) conta a história de JC no deserto e de suas conversas com Satanás.

Agora como é que Mateus sabia como foi a conversa? Será que devemos imaginar Jesus falando, "Galera, teve uma vez que eu estive no deserto por 40 dias e 40 noites e adivinha quem apareceu ...?"

Se for assim, podemos inventar a história inteira...

 

 

Escreva sua própria história de Jesus!

Os evangelhos fornecem uma descrição detalhada do último ou últimos anos da vida de Jesus, mas são absolutamente silenciosos sobre os outros 30 e tantos anos. 90% da biografia do homem-deus está faltando.

Sem problemas! Com a liderança da Santa Madre Igreja, os criativos fraudadores religiosos passaram um bom tempo colorindo os anos que faltam.

Se você preferir, Jesus viajou com José de Arimatéia para a Inglaterra para aprender com os druidas em Glastonbury. Ele até construiu uma cabana com suas próprias mãos.

Ou se preferir, nosso herói foi para a Índia e passou 17 anos como um estudante e também professor de budistas e homens santos hindus. Eles o chamavam carinhosamente de Issa.

Outras opções envolvem Tibet, Japão e, se você for um Mórmon, a América.

Por que não fazer com que Jesus tivesse visitado sua própria cidade natal?

Naquela época de invenções religiosas, um homem que nunca existiu não só pode ser qualquer coisa, ele também pode estar em qualquer lugar!

 

Túmulo de JesusShingo, norte de Honshu, Japão.

Túmulo de JesusSrinagar, oeste da Caxemira.



Fraude de Séculos


Alguém ganha alguma coisa mantendo um mito?

Mas, claro, uma grande indústria global da religião. E sempre foi desse jeito? SIM, sem dúvida, depois que Constantino fez do cristianismo a religião oficial do Estado, mas não menos nos séculos anteriores. De fato, sacerdotes, xamãs e curandeiros viveram nas costas dos outros desde que as pessoas começaram a viver em grupos. Dado este motivo venal dos "religiosamente inclinados", seria prudente termos cautela antes de comprar o seu produto e acreditar em suas alegações.


Nesses 2000 anos a Igreja já fabricou lendas e relíquias?

A grande indústria da falsificação medieval é uma questão de registro histórico - uma causa decisiva da Reforma. Antes de o cânon dos livros sagrados ter sido finalizado no século V, existiam centenas de histórias fantasiosas de Jesus. Os rancorosos Concílios da Igreja decidiram o que era "sagrado" e o que era "romance piedoso".


O que se alega de Jesus inclui a violação das leis da Física?

Sem dúvida. Não estamos falando de um simples carpinteiro mas de um fazedor de milagres. Deixando de lado o miasma da "fé" é necessário bem mais evidências para um milagre do que para um acontecimento normal, e não menos.

 

No entanto, cada uma das supostas evidências de Jesus se revela duvidosa ou inexistente. Isso inclui nenhum registro contemporâneo de Jesus; nenhuma evidência da existência de Nazaré no século I; adulterações em obras de autores não-cristãos para inserir "provas"; testemunho dos primeiros cristãos que não acreditavam em Jesus como sendo um ser humano mesmo; evangelhos que contradizem frontalmente uns aos outros; inúmeras 'histórias de Jesus' que foram copiadas de lendas anteriores e de outras culturas; e por aí vai e por aí vai.


Temos tanto um motivo para a criação cristã de um mito e as provas de séculos de criação do mito. Em outras palavras, o que encontramos "no princípio" é a mesma venalidade e charlatanismo que se seguiu, século após século, a cada vez mais cruel e implacável.

 

Bibliografia:
Arthur Ferrill, The Fall of the Roman Empire (Thames & Hudson, 1986)
Edward Gibbon, The Decline & Fall of the Roman Empire (1799)
Michael Grant, Jesus (Orion, 1999)
Chris Scarre, Chronicle of the Roman Emperors (Thames & Hudson, 1995)
Pierre Grimal, Rome of the Caesars (Phaidon, 1956)
A. N. Wilson, Jesus (Harper Collins, 1993)
Elmar Gruber, Holger Kersten, The Original Jesus (Element, 1995)
Stewart Perowne, Death of the Roman Republic (Hodder & Stoughton, 1969)
Suetonius, The Twelve Caesars (Penguin, 1980)

 

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